Asakawa
continuou investigando a história das quatro vítimas sempre que tinha um minuto
livre, mas tinha tanto trabalho a fazer que não havia chegado tão longe quanto esperava.
Antes que percebesse, uma semana havia passado, era um novo mês, e tanto a humidade
encharcada pela chuva de agosto quanto o calor do verão de setembro tornaram-se
memórias distantes afastadas pelos sinais do outono que se aproximava. Nada
aconteceu por um bom tempo. Ele criou o hábito de sempre ler cada centímetro das
páginas de notícias locais, mas sem encontrar nada que parecesse remotamente
similar. Ou será que algo horrível estava avançando devagar, mas certamente,
onde Asakawa não conseguia ver? Porém, quanto mais tempo passava, mais ele sentia-se
inclinado a achar que as quatro mortes tinham sido coincidências, sem nenhum
tipo de ligação entre elas. Ele não via Yoshino desde então, também. Ele
provavelmente havia esquecido de toda a história. Caso contrário, já teria contatado
Asakawa antes.